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Perícia do INSS negou sua incapacidade? Entenda porque isso pode não ser o fim do seu direito.
Nem toda negativa do INSS está correta.
Receber a informação de que o INSS concluiu pela ausência de incapacidade para o trabalho pode gerar frustração e insegurança - especialmente quando o segurado enfrenta limitações reais em sua rotina.
Contudo, é fundamental compreender que, A PERÍCIA MÉDICA NÃO É DEFINITIVA.
Na verdade são muitos os casos, em que o indeferimento decorre de uma análise superficial ou limitada, que não considera toda a realidade do segurado.
Porque a perícia do INSS pode falhar?
A perícia administrativa é, em regra, rápida e pontual. Isso significa que:
• O perito avalia o segurado em um único momento;
• Nem sempre há análise aprofundada do histórico médico;
• Fatores como profissão, idade e condições pessoais podem ser desconsiderados.
Além disso, é comum haver divergência entre o entendimento do médico do INSS e o médico que acompanha o tratamento.
Como resultado: situações reais de incapacidade acabam sendo indevidamente negadas.
Ter uma doença não basta - mas a análise deve ser completa
O INSS não analisa apenas a existência da doença, mas sua repercussão na capacidade de trabalho.
O problema é que muitas vezes, essa avaliação:
• Não considera as exigências da atividade profissional;
• Ignora limitações práticas do dia a dia;
• Desconsidera a dificuldade de reabilitação para outra função.
Cada caso exige uma análise individualizada - e nem sempre isso ocorre na via administrativa.
É possível reverter a decisão? SIM - e com frequência insso acontece
A negativa do INSS pode ser questionada por dois caminhos:
• Via administrativa
Com a apresentação de novos documentos e pedido de reavaliação.
• Via Judicial
Onde há maior amplitude de análise e realização de perícia por profissional imparcial.
Na prática, muitos benefícios inicialmente negados são reconhecidos posteriormente, quando há uma avaliação mais completa da situação.
O que pode fortalecer o seu caso
A revisão da decisão depende, sobretudo, da qualidade das provas apresentadas.
Entre os elementos mais relevantes, destacam-se:
• Relatórios médicos detalhados;
• Exames atualizados;
• Histórico de tratamento;
• Documentos que comprovem a atividade exercida;
• Demonstração das limitações no trabalho.
Quanto mais consistente for a documentação, maiores são as chances de uma análise justa.
Cada caso é único - e exige estratégia
Não existe solução genérica quando se trata de benefícios por incapacidade.
A análise deve considerar:
• O tipo de doença;
• A atividade profissional;
• As condições pessoais do segurado;
• A possibilidade (ou não) de reabilitação.
Uma condução técnica adequada pode fazer toda a diferença no resultado.
A negativa do INSS não significa, necessariamente, que o direito não existe - muitas vezes, significa apenas que ele não foi corretamente reconhecido naquele momento.
Diante disso, a avaliação criteriosa do caso e a adoção da estratégia adequada são medidas essenciais para a proteção do direito previdenciário.
Se houver dúvida quanto à decisão recebida, a análise técnica individualizada permite identificar inconsistências e verificar a viabilidade de revisão, sempre com base nos elementos específicos de cada situação.
Dr. Rafael Vieira Luiz
OAB/SC 77.564
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